Ninho de Harpia

by Reiketsu

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released February 1, 2016

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Reiketsu São Paulo, Brazil

Neocrust/post metal band from São Paulo-Brazil.

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Track Name: Algoz da Perfeição
Sinta em sua boca o amargo da vida

Longe da verdade pré estabelecida
Longe dos padrões inalcansáveis
Se afogando em culpa
Vivemos entre sonhos despedaçados
E caminhamos eternamente rumo à decepção
Subestimados, rendendo-se à sina

Longe de buscar perfeição em tudo
Longe de alcançar os seus padrões
Caminhamos sobre seus pilares podres
E sorrimos abraçando a nossa imperfeição

Abraçar o que lhe é negado no mundo
Aceitar que tudo que lhe faz mal é real
(Não há sentido além da dor e sobretudo
Não há salvação no irracional)

Longe da verdade pré estabelecida
Vivemos entre sonhos despedaçados
Subestimados, rendendo-se à sina

O gosto da suposta vitória nunca é tão doce quanto o prometido
Mas o gosto da derrota sempre vem tirar seu apetite pela vida
Não contente em lhe enganar, te incentivam a pular no abismo
E você se vê sem opções, sem caminhos, sem alternativas

Abraçar o que lhe é negado no mundo
Aceitar que tudo que lhe faz mal é real
(Não há sentido além da dor e sobretudo
Não há salvação no irracional)
Track Name: O Peso da Inépcia Humana
Tolerar segregação
Suportar humilhação
Condicionados a consentir
Sofrer calados, não reagir

Estolidez rege o senso comum
Estupidez sectária
Estolidez rege o senso comum
Estupidez de vanguarda

Por trás de um muro de hipocrisia
Se esconde a verdade nua e indigesta
Milhares de histórias escritas com sangue
Encobertas por medo e indiferença

São seus atos, sua cruz, suas palavras
São suas ofensas e violência veladas

O aval ao opressor sempre vem
Carregado de valores religiosos
A impunidade perpetua
O sofrimento oculto em cada face

São seus atos, sua cruz, suas palavras
São suas ofensas e violência veladas

Suportando o peso da inépcia humana
Vivem um pesadelo

Em meio à sonhos despedaçados
Enfrentam o mundo, subestimados
Track Name: Homem-Nada
Eu ando por essas ruas mal iluminadas
Com o vento frio a ferir minha face cansada
E nunca me sinto em casa, nunca me sinto em casa

Eu vejo o desdém nos sorrisos
O desprezo em cada gesto treinado e fingido
Enquanto inflam meus desejos e podam minhas asas
Seu mundo perfeito cospe em minha cara o vencedor que nunca vou ser

Mas em minhas andanças
Só conto com o peso da minha insignificância
E a dor de ver em poças d’água e lama
O reflexo de quem não consegue ser nada daquilo que ama
Track Name: O Inferno em Suas Narinas
Não há nem mesmo um deus agora
Antes que se perceba, ele se fora...
E a luz no fim do túnel que lhe ofusca a visão
É a mesma que ilumina a carne viva em suas mãos

Enquanto o sol nascer todas as manhãs
Suas buscas por felicidade mostrarão-se vãs.
Não espere por paz ou esperança
Somente a angústia trespassando seu peito como uma lança

Enquanto seu coração se perde em paixões
Os santos escarnecem de suas orações

Não existe palavra amiga a lhe mostrar algum caminho
Somente o inferno em suas narinas
Você nunca esteve tão só
Track Name: Ninho de Harpia
Outra noite, outro juramento quebrado
Cabeça latejando, azulejo manchado

Eu sou minha maior doença
Fiz-me réu, juiz e sentença
Com sangue escrevo meu testemunho

O mesmo sangue que sai desses punhos
E é tudo minha culpa, minha covarde luta
Cada cicatriz dessa esconde uma história

Eu sou minha maior doença
Fiz-me réu, juiz e sentença
Com sangue escrevo meu testemunho

Talho em carne minhas vergonhosas inglórias

Eu sou minha maior anomalia

Com a lâmina afiada, brinco de ser deus
enquanto minha cabeça não vira ninho de harpia